Lemoskine

Eu sou o Rodrigo Lemos; um artista, compositor e produtor residente em Curitiba.

I am Rodrigo Lemos; a Curitiba based artist, composer and producer.

Pangeamente falando...

A percepção do universo e do tempo nunca me foram tão semelhantes à famosa imagem do "cachorro correndo atrás do próprio rabo", como agora presumo. 
Não vou fazer o físico quântico aqui, não... É evidente que sou leigo no assunto. Estou apenas expondo uma questão sensorial e que pretendo relacionar com minha criatividade de alguma forma... Charlatanices à parte, isso tem lá seu valor.
Se é possível fazer associações diretamente proporcionais de potências físicas nos planos micro e macro da matéria e, da mesma maneira, notar a reincidência dos fenômenos naturais, dos ciclos da vida na Terra, etc; também é razoável supor que estamos no mesmíssimo lugar (físico, espiritual...) onde já estiveram vidas passadas e por onde passarão gerações futuras.
Ainda que realizemos nossas evoluções individuais, por assim dizer, estamos constantemente ligados com nossa ancestralidade no que diz respeito ao condicionamento, ao instinto de sobrevivência, e a tantas outras características que nunca mudam; pois simplesmente "são o que são".
Sinto que, em 31 anos, já estive tantas vezes no mesmo lugar. No mesmíssimo.
Percebo em meus iguais o mesmo fenômeno. E, talvez, por isso nos tratemos por iguais... Somos todos. Somos juntos. Somos, enquanto humanidade, o nosso "tudo o que há". Vamos passando num misto de inércia, ansiedade, incompreensão, cumplicidade, dependência, aprendizagem, arrependimento, e glória e morte diárias.
Volto meu pensamento, agora, para um passado longínquo - entre o paleozóico e o mesozóico. Quando estar junto era uma realidade implacável, ainda não abalada geograficamente pela deriva continental. Em breve, lhes faço um convite mais íntimo e esclarecedor sobre este lugar, de modo que esteja no presente. Desconfio que lá estejam respostas preciosas para um futuro próximo... Um futuro de maior entendimento e de maior união entre nós, os terrenos. Os seres supostamente vivos. Os seres supostamente transformadores do universo.
Quero fingir alegremente que estou em constante mutação.
Quero admitir: estou no loop da existência e quero descobrir mais e mais... ou menos e menos.

 "Galáxia", de Gustavo Francesconi (2014).

"Galáxia", de Gustavo Francesconi (2014).

Foto de background por Rosano Mauro Jr.